Paulo Emílio: homem de cinema

SOBRE O CURSO

O curso Paulo Emílio: homem de cinema, organizado pelo Asilo Febril, será realizado em 6 encontros online, em plataforma livre e gratuita, via links que serão disponibilizados para todos os inscritos. Cada aula terá a duração aproximada de 2 horas, com 90 minutos dedicados à exposição do conteúdo e outros 30 para o debate livre entre os participantes do encontro. Será emitido um certificado de conclusão do curso para todos os inscritos.

Na aula inaugural, será apresentada uma biografia sintética de Paulo Emílio Sales Gomes, tendo em vista introduzir as diferentes fases de seu desenvolvimento intelectual. Um realce especial incidirá sobre o contexto brasileiro dos anos de 1920 e 1930, período fundamental para a formação do então jovem estudante e ativista político que cresceu em meio a um ambiente cultural cuja tônica era dada pelos intensos debates acerca dos impasses de nossa identidade nacional trazidos à tona pelo advento do modernismo.

Na segunda aula será abordado o amadurecimento intelectual de Paulo Emílio, através de sua participação na importante revista Clima. Etapa de sua vida que moldou sua paixão pelo cinema e pelo ofício da crítica, fortalecida em uma longa estadia na Europa que resultou no estudo de fôlego sobre o cineasta francês Jean Vigo, objeto principal da terceira aula.

As aulas quatro e cinco serão voltadas ao pensador do Brasil, à redescoberta da cultura nacional em seu retorno da Europa, coincidindo com uma fase de fortes transformações no meio cinematográfico brasileiro, transformações nas quais ele terá um papel fundamental. Um importante foco destas aulas e do curso todo será a luta pela criação da Cinemateca Brasileira. É também nessa fase que elabora uma das grandes sínteses ensaísticas sobre a cultura do Brasil, sendo a mais famosa seu ensaio seminal Cinema: trajetória no subdesenvolvimento (1973). 

Para fechar nosso curso sobre Paulo Emílio, abordaremos sua maior obra como pensador do cinema nacional, o testamento de um encontro perfeito entre crítico e cineasta. A sexta aula tratará do livro Humberto Mauro, Cataguases, Cinearte, de 1974. Ao abordar nesta obra o início da carreira do grande cineasta Humberto Mauro, Paulo Emílio reconta em detalhe uma espécie de crônica do cinema brasileiro em suas origens a partir do destino exemplar do cineasta mineiro. Através dela, reconstruiremos a lição final da obra crítica de Paulo Emílio para a historiografia do cinema brasileiro.

Além do resgate e da análise de sua contribuição sem igual para a reflexão sobre os destinos do nosso cinema, o curso também abordará a importância da preservação e da difusão do patrimônio cinematográfico do país através daquele que é, talvez, o maior legado de Paulo Emílio para nosso cinema: a Cinemateca Brasileira.

MINISTRANTES

Christofer Pallu

Crítico de cinema e cineclubista desde 2013. Formado em Cinema e Vídeo pela UNESPAR/FAP. Coautor do livro Cinemas de Horror (2014) e redator da revista de cinema HATARI! (2014-2015), ambos publicados pela editora Estronho. Atuando em produção de cinema desde 2015, quando fundou a produtora Asilo Febril. Dirigiu o longa-metragem documentário A Última Casa à Direita (2021), codirigiu o longa-metragem de ficção O Capiau Contra o Diabo (2018) e produziu, fotografou e editou o longa-metragem de ficção O Prisioneiro (2021). Fundador do Cineclube Soberano (2019), também escreve para o blog de crítica cinematográfica The Videodrome e foi ministrante do curso online Constelações do Cinema Brasileiro (2021).

Eduardo Savella

Mestrando em Letras (Teoria Literária e Literatura Comparada) na FFLCH/USP com pesquisa sobre aspectos cinematográficos no livro de poemas Pau Brasil, de Oswald de Andrade. Bacharel em Cinema e Vídeo pela UNESPAR/FAP, atua como crítico e cineclubista desde 2014. Publicou artigos críticos na revista HATARI! (2014-15) e na edição 8-9 da revista eletrônica FOCO. Desenvolveu iniciação científica sobre relações entre a obra crítica de André Bazin e os filmes de Maurice Pialat. Foi ministrante do curso online Constelações do Cinema Brasileiro (2021) e tradutor regular no blogue Vestido sem Costura. Dirigiu três curtas-metragens que mesclam o documentário e a fantasia: A nós dois, Babilônia (2014), Coisas de Cabeceira, Curitiba (2016) e Feitiço no Parque (2020).

Fernando Costa

Formado em jornalismo pela UFRGS, atua como crítico e cineclubista desde 2013. Foi coautor do livro Cinemas de Horror e redator da revista de cinema HATARI! (ambos publicados pela editora Estronho). Foi um dos organizadores do projeto pedagógico CineFAP (2013-2019) e depois fundou o Cineclube Soberano (2019-2020), além de ser um dos coordenadores e ministrantes do curso Cinema Brasileiro na Escola. Em 2021, ministrou o curso online Constelações do Cinema Brasileiro. No ambiente acadêmico, coordenou grupos de estudos voltados a publicação de crítica de cinema. Também atua como roteirista e diretor desde 2015, quando, com colegas da faculdade de cinema, fundou a produtora Asilo Febril. Dirigiu e escreveu o longa-metragem O Prisioneiro (2021) e também o média-metragem de ficção Esperando Magrão (2018).

Vinicius Comoti

Jornalista. Especialista em Cinema pela UNESPAR/FAP com projeto sobre a relação Cinema Brasileiro e Educação. Mestre em Comunicação pela UFPR com dissertação sobre o cinema brasileiro dos anos 90. Dirigiu os filmes Esses Dias (2015) e Me Tenham Enquanto Existo (2018), além dos livros de poemas Rabicó de Puto (Kotter, 2019) e Bagarocas (Lumme, 2020). Também foi ministrante do curso online Constelações do Cinema Brasileiro (2021).

INFORMAÇÕES

Os encontros serão nas segundas e quartas-feiras, das 19 às 21 horas, nas seguintes datas de Fevereiro: 07 e 09; 14 e 16; 21 e 23. As inscrições são gratuitas, estão abertas até o dia 31 de Janeiro e as vagas são limitadas. Para fazer sua inscrição, preencha este formulário.

Para ler alguns textos que serão discutidos no curso, acesse Teoria Brasileira do Cinema, e para ver atualizações do curso siga a nossa página do Instagram.

Este projeto foi realizado com recursos do Programa de Apoio e Incentivo à Cultura – Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba.

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